OBSESSÕES
Todos nós temos algumas obsessões na vida, que até conseguimos reconhecer como desnecessárias mas que não podemos deixar de efectuar.
Elas podem passar por comportamentos repetitivos, recorrentes e frequentes ou podem ser apenas pensamentos.
No entanto, para certas pessoas estes comportamentos e estes pensamentos podem ser uma verdadeira obsessão destruitiva – uma espécie de praga - e de difícil controlo, podendo tomar verdadeiros contornos compulsivos: ou seja, a pessoa não consegue ter controlo sobre os mesmos e o comportamento não pode deixar de ser realizado, e mesmo que o próprio não lhe encontre razão de ser, este tem de se concretizar várias e repetidas vezes.
Exemplos: rituais de lavagem de mãos, de lavagem e desinfecção de todos os objectos onde a pessoa toca, dar um nº X de voltas a cada cadeira que se vê durante o dia, limpar um nº y de vezes os pés no tapete, contar os degraus de todas as escadas e multiplicar por um número, contar os traços pintados na via do auto-estrada, deixar os chinelos de quarto sempre a 45º Oeste em paralelo no quarto, somar todos os números de matriculas com que se cuza durante o dia e dividir tudo por um nº, etc, etc.
Por vezes a pessoa também necessita de efectuar comportamentos que são expressões de verdadeiros rituais de verificação.
Ex. todos os dias volta para trás para verificar se fechou a porta de casa, se as pregas da colcha estão desfeitas, se o gás está apagado, etc, mesmo que se encontre a muitos kilómetros de distância do local em questão.
Estas situações são de intenso sofrimento para a pessoa e necessitam de acompanhamento e tratamento psicoterapêutico para que se extingam os sintomas.
Na maior parte das vezes, as obsessões são acompanhados de outros sintomas dentro de quadros de várias problemáticas distintas