REACTIVIDADE À DOENÇA
Cada ser Humano deseja nunca vir a padecer de nenhuma doença.
Quando muito, por vezes é capaz de pensar como reagiria se tal lhe acontecesse.
A verdade, todavia, é que ninguém está preparado para lidar com o sofrimento e muito menos com a perspectiva de futura incapacidade ou com a perspectiva da morte.
Algumas doenças provocam situações incapacitantes e são grandes choques na imagem corporal (problemas cardíacos, do foro respiratório, deficiências motoras, queimaduras, etc...) e conduzem a dificuldades em lidar com os novos aspectos de aparência física e de impossibilidade de efectuação de alguns actos anteriormente possíveis.
A pessoa tem dificuldade em efectuar o “luto” de quem foi, para passar a lidar e a investir no que é.
Há uma comparação permanente entre a competência / capacidade /eficácia /eficiência / perfeição de outrora e dos outros, e a situação debilitante actual; a pessoa não se sente um membro activo e válido na sociedade, nem igual aos outros, e desenvolve uma fraca imagem de si própria.
Muitas vezes há desconhecimento acerca dos aspectos relacionados com o diagnóstico, evolução e sintomatologia da sua doença; há expectativas face aos resultados do tratamento; há alterações, a todos os níveis, provocadas pela doença e tratamento e sobrevém uma grande ansiedade que se estende também ao outros membros da família ou que se relaciona com a ansiedade da equipe médica / técnica, ou com a experiência de prejuízo de outras pessoas significativas.
Não é invulgar que exista dificuldade real em conhecer ou falar com pessoas que sofram do mesmo padecimento e em falar nas expectativas de futuro.
E também não é invulgar que se tenha dificuldade em verbalizar perspectiva de maiores incapacidades ou a perspectiva da morte próxima.
Neste contexto, a pessoa sente-se muito isolada no seu sofrimento.
Tendo em conta que habitualmente não encontra ninguém com quem possa resolver algumas destas questões, sempre pode recorrer a um Terapêuta especializado, que, além de poder fornecer suporte psicológico, afectivo e emocional, pode servir de interlocutor entre a pessoa, os Serviços de Saúde e a família.